Ban preocupado com contínuos combates e bombardeamentos no Iémen

1 maio 2015

Secretário-geral realça necessidade de proteção a civis e de um cessar-fogo imediato; relatos destacam pessoas isoladas por bombardeamentos e ação de francoatiradores em Áden; auxílio é afetado pela falta de combustível.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas disse estar seriamente preocupado com a continuação dos combates e de bombardeamentos aéreos no Iémen, além do seu impacto sobre civis inocentes.

Em nota, Ban Ki-moon exortou a todas as partes envolvidas em operações militares a proteger os cidadãos e as infraestruturas civis do país.

Francoatiradores

A ONU estima que mais de 1,2 mil pessoas morreram e outras 300 mil fugiram das suas casas nas últimas seis semanas. Ban cita "relatos credíveis de famílias isoladas pelos bombardeamentos em Áden" além de francoatiradores que têm como alvo civis nas ruas.

O chefe da ONU realça que ataques contra cidadãos e infraestruturas civis incluindo hospitais, armazéns humanitários e complexos da organização são inaceitáveis e violam o direito internacional humanitário.

Combustível

Ban destaca que a violência tem bloqueado severamente carregamentos de alimentos, de combustível e de artigos para cuidados de saúde.

De acordo com a organização, o tráfego aéreo civil foi interrompido em todos os aeroportos estando vários deles sob ataque direto. Por outro lado, vários envios de carga foram adiados.

Colapso

As áreas da saúde, água e saneamento, sistemas e serviços de telecomunicações estão à beira do colapso do Iémen. A ONU alerta para a ameaça do fim de operações humanitárias em poucos dias se o fornecimento de combustível não for restaurado.

O apelo do secretário-geral é que todas as partes garantam que as agências humanitárias e os seus parceiros tenham acesso seguro e confiável ao país. O objetivo é garantir o envio de funcionários humanitários e de suprimentos além da distribuição de ajuda a milhões de necessitados"

Necessidade

Ban pedir um cessar-fogo imediato e a retomada imediata da importação de combustíveis para evitar o agravamento da "já catastrófica situação humanitária".

Na quinta-feira, o Programa Mundial de Alimentação, PMA, apelou às partes em conflito que permitam as agências de auxílio e ao setor comercial que adquiram combustível e alimentos devido à necessidade urgente.

A agência da ONU destacou que a grave escassez de combustível ameaça a prestação de assistência essencial aos iemenitas atingidos pelo conflito.

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