Cerca de 147 mil vivem em centros de deslocados das cheias no Malaui

30 abril 2015

OIM fez a contagem em seis distritos mais afetados pelas chuvas de janeiro; os mais de 195 centros continuam a receber assistência de autoridades humanitárias e de agências que operam no país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um estudo feito no Malaui confirmou que mais de 147,5 mil pessoas continuam abrigadas em centros de deslocados pelas chuvas e inundações de janeiro passado.

São 38,6 mil famílias que vivem em 195 locais que continuam a ser apoiados pelo governo do Malaui e pela comunidade humanitária. Os abrigos estão situados nos seis distritos do sul que foram os mais afetados pelas tempestades,  que mataram cerca de 80 pessoas.

Segurança Alimentar

Em nota, a Organização Internacional para Migrações, OIM, disse que além do alojamento a assistência oferecida envolve alimentos, meios de subsistência, artigos de saúde e não-alimentares, água, saneamento e higiene.

A agência iniciou um estudo para reforçar os dados sobre as tendências de deslocamento e as necessidades dos civis. As informações devem ser apresentadas ao governo e às agências humanitárias.

De acordo com a OIM,  a ideia da ferramenta  é recolher, processar e divulgar informações regulares para uma melhor compreensão das necessidades, dos números e dos movimentos de deslocados internos no país.

Postos de Fronteira

Entretanto, o Banco Mundial anunciou a aprovação de US$ 69 milhões para ajudar a melhorar as infraestruturas rodoviárias e de postos fronteiriços que ligam o Malaui aos corredores comerciais da África Austral.

O programa deve atualizar e modernizar as instalações nos postos fronteiriços para facilitar as trocas nas fronteiras com os vizinhos Tanzânia e Moçambique.

O órgão disse que a reforma deve incluir estruturas de partilha de informações através das fronteiras, a conectividade na área das Tecnologias de Informação e Comunicação e a cooperação entre várias agências.

Leia Mais:

Relatores dizem que cheias no Malaui são as “piores de que há memória”

Um quinto de meninas sofreu abuso sexual no Malaui, diz Unicef