Missão no Burundi diz que "medidas contra a informação" preocupam

29 abril 2015

Porta-voz fala de redes sociais bloqueadas após protestos que mataram pelo menos cinco pessoas; impacto da crise na informação inclui limitação das linhas telefónicas e das transmissões de emissões de rádio.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O porta-voz da Missão da ONU no Burundi, Menub, considerou preocupantes as medidas contra a informação no país.

A série de restrições seguiu-se a protestos contra nomeação do presidente Pierre Nkurunzinza como candidato a um terceiro mandato iniciados neste domingo. A decisão foi tomada pelo partido governante no fim de semana.

Redes Sociais

Falando esta quarta-feira à Rádio ONU, o responsável de Informação da Menub  disse que a cidade estava a voltar à normalidade, apesar de tensa. Vladimir Monteiro mencionou exemplos de bloqueios na comunicação.

"Whatsapp e Viber são serviços que foram cortados. Algumas rádios viram as linhas telefónicas cortadas. A casa da imprensa foi encerrada e, sobretudo, a Rádio Pública Africana, RPA, foi fechada na segunda-feira. Ora, sabe-se que as Nações Unidas respeitam a liberdade de expressão e isso foi o que o secretário-geral disse através do seu porta-voz, que as autoridades devem garantir o respeito aos direitos humanos, nomeadamente às liberdades de reunião, de manifestação e de expressão. Por conseguinte, as medidas contra a imprensa e contra a comunicação são motivos de preocupação."

Enviado

Esta semana, o enviado especial do secretário-geral para a Região dos Grandes Lagos, Said Djinnit, está em Bujumbura para contactos com as partes envolvidas com vista a aliviar as tensões no país.

Na terça-feira, o secretário-geral pediu às autoridades que iniciem uma investigação rápida às mortes ocorridas durante as recentes manifestações. O objetivo é que os autores sejam responsabilizados.

Segundo as Nações Unidas, pelo menos cinco pessoas morreram e mais de 21 mil fugiram do país desde o início das manifestações.

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