Na Assembleia Geral, líderes destacam que religião não pode dividir povos
BR

22 abril 2015

Deputado de Portugal que participa do encontro lembra dos migrantes que arriscam suas vidas no Mediterrâneo fugindo de perseguições religiosas; Pedro Roque, do PSD, declara que “a religião apoia a paz e não a guerra”.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Continua pelo segundo e último dia o debate de alto nível na Assembleia Geral da ONU sobre promoção da tolerância e da reconciliação, que tem como foco o combate ao extremismo violento.

Participam líderes de governos, acadêmicos e representantes de várias religiões, incluindo muçulmanos, judeus e cristãos. O deputado Pedro Roque, do Partido Social Democrata de Portugal está presente na reunião, em Nova York.

Migrantes

Roque representa também a Associação Parlamentar do Mediterrâneo, um fórum com integrantes de parlamentos de vários países da região. Em entrevista à Rádio ONU nesta quarta-feira, o deputado lembrou dos migrantes que arriscam suas vidas no mar, muitas vezes fugindo de perseguições políticas ou religiosas.

“Quer na viagem, enfrentam, eu diria, o inferno, e quando muitas vezes conseguem aportar enfrentam situações de discriminação por não estarem legalizados e a Europa acaba por não se revelar o El Dorado que eles estavam à espera. Portanto, é fundamental o papel da aproximação e do entendimento entre os povos, nesse caso, das duas margens do Mediterrâneo.”

Guerras

Segundo o deputado português Pedro Roque, os líderes reunidos na Assembleia Geral estão reforçando a ideia de que a religião não pode dividir povos.

“Muitas vezes faz-se a guerra em nome de uma religião. E como aqui já foi dito por muitas pessoas das mais diferentes religiões, nenhuma religião propõe a violência, nenhuma religião promove o ódio. As religiões são o suporte da paz e não o suporte da guerra.”

O deputado Pedro Roque explicou também que o encontro de alto nível na Assembleia Geral discute a situação no Oriente Médio e a instabilidade em vários países do norte da África, como o Egito e a Líbia.

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