Ban afirmou que o extremismo violento transcende fronteiras
BR

22 abril 2015

Secretário-geral afirmou que a religião não causa a violência, mas sim as pessoas; declaração foi feita durante debate de alto nível na Assembleia Geral sobre Tolerância e Reconciliação.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que o “extremismo violento não é uma questão de norte-sul ou leste-oeste, não está confinado a uma determinada região, ele transcende fronteiras e existe em todo o mundo”.

Em pronunciamento no segundo dia do debate de alto nível da Assembleia Geral sobre Tolerância e Reconciliação, Ban afirmou que “a religião não causa violência, mas sim as pessoas”.

Daesh e Al-Qaeda

Ele disse que o “mundo está vendo atualmente o extremismo violento em atrocidades cometidas pelo Daesh, Boko Haram, Al Shabaab, Al-Qaeda e outros grupos terroristas”.

Ban declarou que os valores mundiais de dignidade, direitos iguais e tolerância estão sob cerco dos terroristas.

O secretário-geral declarou que os extremistas violentos estão empenhados em impor suas visões deformadas e ideologias falidas.

A reunião desta quarta-feira teve como foco a participação dos líderes religiosos. Ban pediu a eles que ajudem a promover o diálogo como antídoto às tensões sectárias.

Consenso

Segundo o chefe da ONU, os religiosos são importantes para conter o discurso de ódio e para encontrar um consenso entre todos os lados. Ban citou também que é importante combater os fatores que permitem aos extremistas conquistar novos integrantes.

O secretário-geral quer que os líderes religiosos usem sua influência moral e espiritual para conter o discurso extremista com moderação e compreensão mútua.

Para Ban, é necessário também combater a pobreza, a desigualdade e a falta de oportunidades. Ele afirmou que mísseis talvez matem terroristas, mas está convencido de que a “boa governança vai matar o terrorismo”.

Por isso, o chefe da ONU pediu aos religiosos que denunciem violações dos direitos humanos e injustiças sociais, e que façam mais para ampliar a voz da maioria da população moderada.

 

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