Ban condena “assassinato bárbaro” de etíopes pelo grupo Isil na Líbia

20 abril 2015

Secretário-geral deplora completamente que pessoas sejam alvo de ataques devido à sua religião; segundo agências da notícias, a Etiópia declarou três dias de luto após a morte de mais de 20 cristãos do seu país pelo Isil.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A falar a jornalistas esta segunda-feira, em Nova Iorque, o porta-voz do secretário-geral da ONU mencionou a morte de etíopes na Líbia.

Stephan Dujarric afirmou que Ban Ki-moon “condena de forma veemente o assassinato bárbaro de cidadãos da Etiópia por elementos afiliados ao Daesh”, denominação em árabe do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Luto

Segundo agências da notícias, a Etiópia declarou três dias de luto após a morte, pelo Isil, de mais de 20 cristãos etíopes na Líbia.

O ramo líbio do grupo terrorista divulgou um vídeo no domingo a mostrar homens sendo decaptados numa praia e outros a levar tiros num deserto.

Religião

Ainda de acordo com as agências, o governo da Etiópia confirmou que as vítimas eram trabalhadores migrantes do país.

O porta-voz afirmou que o chefe da ONU deplora completamente que pessoas sejam alvo de ataques devido à sua religião. Ele expressou pêsames às famílias das vítimas e ao governo da Etiópia.

Diálogo Político

Segundo Dujarric, Ban reafirma que o diálogo em curso, mediado pela ONU, é “a melhor oportunidade para que os líbios ultrapassem a crise em seu país”.

O secretário-geral encoraja os envolvidos que façam o necessário para chegar a um acordo. "Apenas a trabalhar juntos, os líbios poderiam começar a construir um Estado e instituições que possam confrontar o terrorismo", declarou.

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