ONU preocupada com situação de direitos humanos na Ucrânia
BR

17 abril 2015

Órgão afirmou ser provável que cenário piore como resultado de brechas no cessar-fogo; segundo estimativas do órgão e da OMS, desde abril do ano passado, pelo menos 6.116 pessoas foram mortas e 15.474 ficaram feridas.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Escritório do alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos expressou crescente preocupação com Ucrânia.

Em nota emitida nesta sexta-feira, o órgão afirmou ser provável que a situação de direitos humanos piore ainda mais como resultado de brechas no cessar-fogo.

Combates

Há relatos de intensificação dos combates, especialmente na região do aeroporto de Donetsk e de que armas pesadas, incluindo morteiros e tanques, estariam sendo usadas em violação ao Acordo de Minsk.

De acordo com estimativas do órgão e da Organização Mundial da Saúde, OMS, desde abril do ano passado, pelo menos 6.116 pessoas, militares e civis, foram mortas e 15.474 ficaram feridas.

Estes são cálculos até 14 de abril deste ano e o número pode ser “consideravelmente mais alto”. Centenas de pessoas continuam desaparecidas e centenas de corpos ainda não foram recuperados ou identificados.

Civis

Segundo o escritório da ONU, os civis continuam sofrendo gravemente como resultado do conflito prolongado. Até o momento, apenas em 2015, cerca de 400 pessoas foram mortas por causa de “bombardeios indiscriminados em áreas residenciais, minas terrestres e explosivos não detonados”.

Isso está acontecendo tanto em áreas controladas pelo governo como aquelas controladas por grupos armados.

Para o órgão, as mortes em Kiev, de um ex-parlamentar, Oleh Kalashnikov, e dois jornalistas, Oles Buzyna and Serhiy Sukhobok também são “muito preocupantes”.

O Escritório defendeu uma investigação rápida e independente para estes crimes, que garanta justiça e prestação de contas para os responsáveis.

O conflito continua afetando de forma “grave” o dia a dia da população, tanto em zonas de conflito, como no resto da Ucrânia.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que a proteção dos civis deve ser prioridade e apelou a todos os envolvidos que respeitem o direito humanitário internacional e respeitem as disposições contidas no Acordo de Minsk.

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