ONU quer aprovação acelerada de leis contra crimes de ódio na África do Sul

16 abril 2015

Pedido foi feito pelo Escritório para os Direitos Humanos devido à onda de ataques xenófobos; segundo OIM, pelo menos seis pessoas perderam a vida e 100 ficaram feridas com a eclosão da violência.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas encorajaram o Governo da África do Sul a acelerar a aprovação de uma legislação contra crimes de ódio. Esta quinta-feira, o Escritório para os Direitos Humanos pediu que os autores de atos de violência e de abusos sejam responsabilizados.

Seis pessoas morreram e outras 100 ficaram feridas desde o início de ataques contra estrangeiros, na sua maioria africanos, em finais de março. Os dados são da Organização Internacional para Migrações, OIM.

Normas

Falando a jornalistas, em Nova Iorque, o porta-voz do secretário-geral disse que as autoridades sul-africanas devem encontrar respostas políticas "que estejam de acordo com normas internacionais" para lidar com futuras situações do grupo.

Stephane Dujarric disse que os migrantes são uma camada da população vulnerável em várias partes do mundo, incluindo na África do Sul. Segundo ele, tem sido observado que estes estão a ser alvos de uma forma crescente.

Na África do Sul, os centros de acolhimento abertos devido à onda de ataques acolhem cerca de 3 mil migrantes.

Deslocados

Após reconhecer os esforços das autoridades para responder à violência xenófoba, a ONU disse que também está preocupada com os deslocados. O governo sul-africano foi encorajado a fornecer proteção adequada a todos os afetados incluindo migrantes, refugiados e candidatos a asilo.

O Escritório do alto Comissário para os Direitos Humanos disse que continua apreensivo com repetidos incidentes xenófobos que remontam a 2008 em comunidades pobres, marginalizadas e em situação de vulnerabilidade.

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