Nações Unidas querem redefinir futuro dos serviços postais
BR

13 abril 2015

Segundo União Postal Universal, o envio de cartas corresponde a menos de 50% das receitas nos 20 maiores correios do mundo; comércio eletrônico deve alcançar a marca de US$ 2,4 bilhões em 2018; conferência discute estratégias.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A capital suíça, Genebra, está recebendo esta segunda e terça-feiras a Conferência Mundial de Estratégia da União Postal Universal, UPU. Na abertura, o diretor-geral da agência, Bishar Hussein, pediu aos países uma leitura “crítica” sobre como estão funcionando os serviços postais no mundo.

Para Hussein, o setor precisa “sair da zona de conforto e testar novas ideias”. Os participantes do encontro estão construindo um esboço de novas estratégias para os correios, baseadas em tendências globais.

Mercadorias

Segundo a UPU, o envio de cartas sempre foi o serviço que mais gerou receitas para os correios. Mas desde 2013, as cartas representam menos de 50% das receitas dos 20 maiores correios do mundo.

A agência da ONU tem verificado também que os correios lidam cada vez mais com a entrega de mercadorias, mais do que as remessas de documentos, um sinal do impacto do comércio eletrônico no setor.

O comércio eletrônico de empresas para consumidores deve alcançar a marca de US$ 2,4 bilhões até 2018, por isso a UPU espera que as agências postais explorem novos métodos de entrega para atender a demanda dos consumidores.

Desafios

Segundo a UPU, as atividades dos correios já estão bem focadas na logística e nos serviços financeiros, ao invés das cartas tradicionais. Outra mudança está ligada com o aumento do comércio eletrônico e assim, do volume de pacotes.

Por isso, a União Postal Universal acredita que o setor está se “redefinindo” neste século 21. Por exemplo, mudanças de hábitos dos consumidores que surgiram com as tecnologias digitais podem desafios. A afirmação é do diretor da UPU.

Bishar Hussein avalia que o consumidor moderno é digital, está preocupado com o desenvolvimento sustentável e mede de forma diferente o valor de um produto ou um serviço, querendo que esses produtos sejam entregues em sua casa.

O chefe da UPU espera que as agências postais vejam essa nova realidade como “uma oportunidade animadora”.  Hussein cita comércio eletrônico, serviços financeiros digitais e opções de pagamento com o celular como opções que colocam os correios no centro da “revolução digital”.

 

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