Especialistas em Genebra debatem regras sobre uso de “robôs assassinos”
BR

13 abril 2015

Desafio é ter uma definição legal rigorosa sobre o uso de sistemas de armas letais autônomas; reunião na sede da ONU na capital suíça tem a participação de mais de 60 países.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

Começou essa segunda-feira, na sede da ONU em Genebra, uma reunião sobre os sistemas de armas letais autônomas, também conhecidos como “robôs assassinos”.

Representantes de mais de 60 países e dezenas de especialistas debatem a criação de uma política internacional sobre esses armamentos, que ainda não existem. Mas segundo críticos, esse sistema será capaz de identificar e matar alvos sem nenhum envolvimento humano.

Responsabilidade

Segundo os participantes do encontro, um dos desafios é decidir uma definição legal rigorosa sobre os robôs assassinos, para que se possa responsabilizar aqueles que têm a intenção de usar essas armas.

Para o representante permanente em Genebra da Conferência sobre o Desarmamento da ONU, apesar dos robôs assassinos ainda não existirem, este é o momento ideal para debater o assunto.

Ética

Michael Biontino explicou ser preciso discutir se é ético que uma máquina tome decisões de vida ou morte e quais seriam os cenários possíveis e as consequências do uso dos robôs assassinos.

O representante e embaixador da Alemanha na ONU acredita que a conferência, que segue por uma semana, será útil para identificar questões legais, éticas de segurança e de transparência, incluindo a possibilidade de proibir esse tipo de armamento.

*Com reportagem de Daniel Johnson, da Rádio ONU em Genebra.

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