IOM: insegurança crescente obriga deslocados sul-sudaneses a buscar abrigo

13 abril 2015

Acampamento de proteção de civis da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, em Malakal, já abriga 22 mil pessoas; em todo o país, cerca de 1,5 milhão de pessoas abandonaram as suas casas devido ao conflito.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O agravamento da insegurança forçou cerca de 4,6 mil pessoas a buscarem abrigo num campo de proteção de civis da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, durante a semana passada em Malakal, no estado do Alto Nilo.

O local já abriga mais de 22 mil deslocados internos. Os dados são da Organização Internacional para Migrações, OIM.

Danos

Em todo o país, cerca de 1,5 milhão de pessoas continuam deslocadas. Ainda segundo o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, mais de 135 mil estão em instalações da Unmiss.

O ressurgimento do conflito causou grandes deslocamentos em todo o Sudão do Sul, além de mortes e danos à infraestrutura vital, incluindo instalações de saúde e mercados.

Proteção

Com obras para reformar e expandir o local, a OIM disse pretender proteger os deslocados internos já abrigados nas instalações da Unmiss que acolhem civis em Malakal.

Quando as obras estiverem concluídas deverão acomodar mais de 6 mil deslocados internos e dispor de espaços para agências humanitárias.

Juntamente com o Conselho Dinamarquês para Refugiados, as equipas da OIM tomaram medidas para garantir que os recém-chegados tenham acesso à água potável e saneamento adequado no local.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

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