Ministros africanos querem mais financiamento para o fim da Sida até 2030

2 abril 2015

Numa reunião com o Onusida na Etiópia, autoridades destacaram necessidade de apoio à indústria farmacêutica do continente; comunidade internacional já se comprometeu com a meta “90-90-90” nos próximos cinco anos.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

Ministros africanos das Finanças estiveram reunidos esta semana em Addis Abeba, capital da Etiópia, onde pediram mais investimentos nacionais para acabar com a sida como uma ameaça pública de saúde até 2030.

No encontro, as autoridades discutiram metas com representantes do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Sida, Onusida, de organizações internacionais, regionais e da sociedade civil.

Indústria Farmacêutica

Foi ressaltado que aumentar os investimentos domésticos pode trazer vários benefícios económicos, incluindo o reforço dos sistemas de saúde em África, economias a longo prazo e estimular a indústria farmacêutica do continente.

Na reunião, o ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, afirmou que seu país recentemente reduziu os preços dos testes virais. Já o representante da União Africana, Mustapha Kaloko, afirmou que o continente precisa começar a produzir os seus próprios medicamentos contra a sida.

Negócios

O vice-diretor do Onusida, Luiz Loures, destacou haver conhecimentos e meios de se acabar com a epidemia de HIV, mas é preciso mudar a maneira como se faz negócios e acelerar a capacidade industrial para África.

Segundo o Onusida, a comunidade internacional fez um compromisso para os próximos cinco anos, conhecido como “90-90-90”.

Tratamento

A proposta é que até 2020, 90% das pessoas com HIV saibam da sua condição; 90% dos pacientes diagnosticados recebam terapia antiretroviral e que 90% dos que estão a ser tratados tenham a supressão viral, ou seja, reduzir o nível do vírus presente no sangue.

A Onusida acredita que se os objetivos 90-90-90 foram cumpridos, será possível acabar com a epidemia até 2030.

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