Aumenta número de crianças mortas ou mutiladas no Iémen, diz ONU

1 abril 2015

Subidas no recrutamento de crianças também são realçadas pela representante do secretário-geral sobre Crianças em Conflitos Armados; Unicef aponta para a morte de 62 menores e 30 feridos na semana passada.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A representante do secretário-geral da ONU sobre Crianças em Conflitos Armados manifestou a sua preocupação com o aumento do número de menores que morrem devido ao conflito no Iémen.

Em comunicado, Leila Zerrougui citou dados do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, a apontar para 62 crianças que perderam a vida e outras 30 que ficaram feridas na semana passada. No país, decorrem combates entre rebeldes houthis e as Forças Armadas apoiadas por uma coligação internacional.

Recrutamento

A representante realça que nos últimos meses, as Nações Unidas verificaram um aumento do recrutamento de crianças nomeadamente pelos grupos "Al Houthi/Ansar Allah e outros".

Zerrougui observa ainda o impacto do conflito no acesso à educação e nos cuidados de saúde para os menores. A representante lembrou às partes em conflito da necessidade de proteção de escolas e hospitais estatais.

Novos Riscos

Ela sublinhou que deve ser evitada a exposição de crianças a novos riscos, ao pedir às partes envolvidas que ajam conforme as leis internacionais.

Entretanto, o chefe do Escritório da ONU para a Assistência Humanitária, Ocha, no Iémen deplorou a morte de um voluntário do Crescente Vermelho em Al Dhale'e no sul do país.

Após o incidente, ocorrido esta segunda-feira, o chefe do Ocha Johannes Van Der Klaauw apelou a todas as partes envolvidas no conflito que assegurem a liberdade de circulação e de acesso dos funcionários humanitários, além da sua segurança para a realização do trabalho. A morte foi confirmada pelo Ministério da Saúde e por ONGs que atuam no Iémen.

O pedido do Ocha inclui que "haja acesso irrestrito aos necessitados e a circulação livre e segura da ajuda humanitária no país". O responsável disse que a ação humanitária depende da capacidade das agências de levar os funcionários e suprimentos sem restrições.

A preocupação do escritório também tem a ver com a morte de civis e o aumento da destruição e danos à infraestrutura civil.

O apelo às partes é que encontrem uma solução negociada para o conflito, porque segundo Van Der Klaauw, a "incapacidade de o fazer deverá colocar toda a população do país em risco".

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