ONG quer partilha de dados sobre violência à mulher para combater crime

31 março 2015

Na ONU, brasileira fala de lusófonos sobre necessidade de partilhar informações sobre países; em conversa com a Rádio ONU, Nathalia Myrraha, disse mudança não pode ser alcançada sem populações bem informadas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As populações devem ter um maior acesso às estatísticas sobre a mulher para que haja uma real diferença em temas como a violência ao grupo.

As declarações são da representante do projeto Womens Stats, uma iniciativa norte-americana que publica leis, estatísticas e práticas dos países. A especialista Nathalia Myrraha disse que contatou  Angola e o Brasil para promover uma maior partilha de informações na sede da ONU.

Lusófonos

A brasileira que integra o projeto, falou dos contactos que manteve com governantes lusófonos para ultrapassar a questão da falta de dados.

"Muitas vezes a gente olha e fala: o Brasil é um país em desenvolvimento e Angola também. Mas vemos que, mesmo nos Estados Unidos, há mudanças por ocorrer. Enquanto a população não ficar bem informada e não tentar fazer diferença quanto a temas como violência doméstica, assuntos muito pessoais e do lar, sem se informares sobre o problema a gente não vai alcançar a real mudança."

Angola e Brasil

As governantes abordadas incluem a ministra da Família e Promoção da Mulher de Angola e a governante do Brasil.

"Estava conversando com a ministra do Brasil e a gente estava falando da saúde da mulher e a diferença de tratamento na saúde da mulher brasileira. Abordamos como é difícil, muitas vezes, que a mulher tenha o tratamento que ela precisa quando ela está grávida e  nas escolas, o tratamento diferente que ela deveria receber. A gente cobre assuntos em saúde e educação. Na minha experiência no Brasil, uma coisa que vi muito é a diferença da participação da mulher na parte educacional."

A agência disse ter informação que serviu de base para entidades como as Nações Unidas.

A recolha de dados inclui não somente leis mas as práticas dos países para melhorar a situação da desigualdade, da segurança física, dos direitos legais, dos costumes, e do atendimento médico e educação. Mais de 175 países são abrangidos pela iniciativa.

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