Banco Mundial fala em apoiar “futuro próspero” da Guiné-Bissau

25 março 2015

Órgão reinicia operações no país africano, após ter suspendido atividades depois de golpe militar; apoio será para o biênio 2015-2016, numa nação onde o nível de pobreza chega a 69%.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Banco Mundial volta a operar na Guiné-Bissau, após ter suspendido sua parceria com o país depois do golpe militar ocorrido em 2012. O órgão já está a fazer recomendações ao país e confirma o apoio para o biénio 2015-2016.

Segundo o Banco Mundial, o anúncio feito na terça-feira já é um sinal de que as relações com o governo foram normalizadas. O órgão já está a planear o apoio a curto prazo, para reforçar a capacidade do setor público e restaurar serviços essenciais.

Transição

A diretora do Banco Mundial na Guiné-Bissau, Vera Songwe, declarou que o apoio “visa ajudar o país na transição do pós-conflito para a paz sustentada e o rápido desenvolvimento”.

Um cálculo oficial do órgão mostrou que a taxa de pobreza estava a 69% em 2010 e o índice de extrema pobreza era de 33%, ou seja, de pessoas que sobrevivem com US$ 1 ou menos por dia.

Investimentos

O Banco Mundial nota que as eleições gerais do ano passado “marcaram o retorno da ordem constitucional e uma oportunidade para doadores renovarem seu compromisso com o povo guineense”.

O primeiro passo do órgão foi aprovar US$ 5 milhões em prol da administração das finanças públicas do país, para que se crie uma base de transparência e de estabilidade. Para os próximos cinco anos, o plano é investir US$ 250 milhões.

Outro compromisso é apoiar a melhoria de serviços com a participação do setor privado, em setores como água, eletricidade e portos. O retorno do apoio do Banco Mundial à Guiné-Bissau decorre às margens da Conferência Internacional de Doadores para o país, em Bruxelas.