Projeto do Banco Mundial quer melhorar sector da pesca na Guiné Conacri

19 março 2015

Um dos países mais afectados pelo surto de ébola será beneficiado da iniciativa que envolve outras nações da África Ocidental, como Cabo Verde e Guiné-Bissau; ao custo de US$ 22 milhões, Mauritânia também foi incluída nesta fase.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Banco Mundial aprovou US$ 22 milhões para reforçar o maneio do sector pesqueiro na Guiné Conacri e na Mauritânia. O projeto com os dois países faz parte do Programa de Pesca Regional na África Ocidental, uma ação de várias fases que envolve nove nações.

A meta é garantir que a produtividade da pesca na região seja mantida no seu melhor nível. Outros países incluídos no programa são Cabo Verde, Gana, Guiné-Bissau, Libéria, Senegal e Serra Leoa.

Segurança Alimentar

O diretor de Integração para África do Banco Mundial declarou que o setor pesqueiro é contribuinte essencial para a segurança alimentar, nutrição e criação de empregos na Guiné Conacri e na Mauritânia, que estão entre as áreas mais pobres do mundo.

Colin Bruce destaca que o peixe e produtos derivados representam quase 18% da proteína animal disponível. O Banco Mundial calcula que melhorar a governança pesqueira e o maneio de recursos poderá gerar US$ 2 mil milhões adicionais por ano em benefícios.

Ébola

Outro destaque é que o investimento no sector da pesca poderá ajudar as pessoas mais vulneráveis e contribuir para a recuperação económica na Guiné Conacri, um dos três países mais afectados pelo surto de ébola. O Banco Mundial lembra que a presença do vírus causou fechamento de fronteiras, afectou as viagens aéreas e os recursos do governo.

O órgão nota sucessos alcançados em outros países onde o projecto já foi iniciado. Na Libéria, por exemplo, a pesca ilegal diminuiu em 83%, enquanto no Senegal, algumas comunidades reportaram aumento de 133% na eficiência da pesca.

 

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