Antes das cheias, começa a transferência de 50 mil refugiados na Etiópia

17 março 2015

São dezenas de milhares de sul-sudaneses a receber ajuda da Agência da ONU para Refugiados; comboios transportam civis de acampamentos na região de Gambella, no oeste do país.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, iniciou esta semana a transferência de 50 mil refugiados sul-sudaneses a viver em áreas susceptíveis às cheias na Etiópia.

Segundo a agência da ONU, a temporada de chuvas deve iniciar no fim de abril. Os refugiados estão a ser retirados de dois acampamentos na região de Gambella, no oeste do país.

Comboio

Em agosto do ano passado, os dois locais foram severamente afectados pelas cheias durante uma temporada atípica de chuvas fortes, o que levou o rio Baro a transbordar.

O primeiro grupo de quase 380 refugiados seguiu num comboio de 11 veículos, incluindo autocarros, ambulâncias e camião. Os civis receberam biscoitos energéticos e água para seguirem na viagem de 300 km, num trajeto de oito horas.

Transferências

O Acnur informa que mais de 51 mil refugiados de áreas com risco de cheias serão transferidos. Quase 3 mil que estão no acampamento de Nip Nip serão levados para o campo de Pugnido, que já abriga 56 mil refugiados sul-sudaneses. Um novo campo, Jewi, próximo à capital regional Gambella abriu no fim de semana.

Este novo campo deve acomodar o grupo maior de refugiados, os mais de 48 mil que estão em Leitchuor e que serão transferidos no começo de abril. Segundo a agência da ONU, o desafio tem sido encontrar um local com as condições apropriadas, já que muitas zonas foram afectadas com as chuvas do ano passado.

Com ajuda do governo da Etiópia, o Acnur organiza a transferência dos civis. Cerca de 2 milhões de sul-sudaneses tiveram de abandonar as suas casas desde o início da violência há mais de um ano. Deste total, mais de meio milhão passaram as fronteiras e chegaram nos países vizinhos, como a Etiópia.

A Etiópia é o país africano que mais abriga refugiados, com 670 mil civis da Somália, do Sudão do Sul, do Sudão e da Eritreia.

 

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