Ban diz que redução do risco de desastres deve fazer parte da agenda pós-2015
BR

16 março 2015

Secretário-geral da ONU afirmou que todos devem se unir para chegar a um acordo sobre desenvolvimento sustentável; ele citou a importância de um consenso nas conferências sobre financiamento, desenvolvimento e clima neste ano.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a redução do risco de desastres deve fazer parte do “DNA” da Agenda de Desenvolvimento Sustentável pós-2015.

Em Sendai, no Japão, onde participa da conferência sobre desastres naturais, Ban disse que “todos devem se unir para alcançar um acordo sobre o desenvolvimento sustentável”.

Sustentabilidade

Em entrevista à Rádio ONU, Ban declarou que “a sustentabilidade começa em Sendai e que a redução do risco de desastres pode ser a principal frente de combate à mudança climática”.

O chefe da ONU explicou que o mundo tem um período muito curto de tempo para concretizar todas as prioridades estabelecidas em relação ao desenvolvimento sustentável.

Ele citou três importantes eventos, começando com a Conferência sobre financiamento do desenvolvimento, que será realizada em Adis Abeba, na Etiópia, em julho.

Logo depois, em setembro, Ban disse que os líderes dos países-membros vão participar de uma conferência especial para chegar a um acordo sobre as metas de desenvolvimento sustentável para 2030.

E por último, o secretário-geral afirmou que em dezembro, em Paris, os participantes têm de chegar a um acordo universal sobre o combate à mudança climática. Segundo ele, todas essas reuniões estão interligadas.

Salvar Vidas

Na conferência de Sendai, especialistas da ONU alertaram que a forma mais certa de salvar vidas é através de alarmes e da divulgação imediata de informações práticas para as comunidades atingidas por qualquer tipo de desastre natural.

Representantes de governos e da sociedade civil citaram a necessidade de sistemas eficazes de alerta para chamar a atenção da população e garantir ação preventiva das comunidades para evitar ou reduzir o número de mortes.

População

Segundo o secretário-executivo da Comissão Intergovernamental Oceânica da Unesco, Vladimir Ryabinin, “até mesmo os sistemas de alerta mais avançados não servem para nada se as pessoas não responderem a ele”.

Ryabinin disse que a população precisa saber o que fazer no caso de um tsunami. Para ele, é necessário educar as pessoas nesse sentido. O representante da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura afirmou que o Japão serve de “bom exemplo” nesse processo.

Um dos primeiros sistemas de alerta foi implementado em Xangai, na China, que tem mais de 23 milhões de habitantes.

Ele avisa sobre a chegada de ciclones tropicais, tempestades, altas temperaturas, como também a respeito de enchentes, doenças e epidemias, destruição e outros impactos causados por desastres naturais.

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