Coreia do Norte rejeita relatório sobre abusos de direitos humanos
BR

16 março 2015

No Conselho de Direitos Humanos, delegação do país diz que documento tem “informações fabricadas”; Marzuki Darusman, relator da ONU, destaca que país raptou mais de 200 mil pessoas desde 1950.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Direitos Humanos ouviu esta segunda-feira, em Genebra, o relator especial da ONU sobre a Coreia do Norte. Ao apresentar seu relatório, Marzuki Darusman defendeu que o país seja levado ao Tribunal Penal Internacional, TPI.

Segundo o relator, mais de 200 mil pessoas de outros países, incluindo crianças, foram raptadas ou vítimas de desaparecimentos forçados pela Coreia do Norte desde 1950. Darusman declarou que os responsáveis serão processados mais cedo ou mais tarde e pediu maior pressão sobre o governo para que essas questões sejam resolvidas.

Abusos

No Conselho de Direitos Humanos, delegações de vários países comentaram o relatório e condenaram “as violações sistemáticas dos direitos humanos e os abusos cometidos pela Coreia do Norte”.

O país foi acusado de tortura, desaparecimentos forçados, violência sexual contra mulheres, restrições de liberdade de movimento e restrição do direito à comida. As delegações de dezenas de nações, como Austrália, França, Estados Unidos e Portugal, pediram ao governo norte-coreano para libertar imediatamente todos os prisioneiros políticos.

Rejeição

Por sua vez, a delegação da Coreia do Norte declarou que estava rejeitando o relatório, alegando que o mandato do relator e uma resolução contra o país são “produtos da politização dos direitos humanos e símbolo da desconfiança”.

Na avaliação da Coreia do Norte, os relatórios de Darusman e da Comissão de Inquérito têm “informações fabricadas” e a delegação norte-coreana recebeu o apoio da Rússia e da Venezuela durante a sessão no Conselho de Direitos Humanos.

 

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