ONU quer garantir a liderança de jovens mulheres e de meninas africanas

12 março 2015

Evento que olha para a Agenda 2063 foi promovido durante a Comissão sobre o Estatuto da Mulher, em Nova Iorque; preocupam os desafios relacionados à saúde sexual e reprodutiva e ao desemprego.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

No âmbito da 59ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, as Nações Unidas também avaliam a situação das jovens mulheres e das meninas africanas. Na tarde de quarta-feira, o Escritório do Conselheiro Especial sobre África organizou na sede da ONU um evento sobre a liderança das jovens africanas rumo à Agenda 2063.

O encontro tratou de preocupações que envolvem meninas e jovens mulheres do continente, como explicou à Rádio ONU, em Nova Iorque, o diretor do escritório, Raul Cabral.

Mutilação

“Porque nos preocupa a questão do desemprego da jovem garota e da jovem mulher. Preocupa-nos a questão da mutilação genital na África, que é um problema absolutamente sério. Um outro problema que a África enfrenta são os casamentos forçados. Jovens garotas são dadas em casamento numa idade muito cedo, muito prematura, acabam por se casar numa força extremamente antecipada, acabam por ter filhos muito cedo. E isso tem todo um impacto muito pesado na sociedade e no futuro dessa jovem menina.”

Segundo Raul Cabral, a saúde sexual e reprodutiva também é ponto importante tendo defendido que as meninas e jovens recebam mais acesso à informação.

Potencial

Para o Escritório do Conselheiro Especial sobre África, a Agenda 2063, sobre desenvolvimento do continente nas próximas décadas, é uma agenda não só para líderes de hoje, mas também para a juventude africana.

Meninas e mulheres, que formam metade dos jovens do continente, podem ajudar na “transformação”, mas para isso, precisam ter autonomia e oportunidades de realizarem todo o seu potencial, de acordo com o que foi defendido no encontro.

A 59ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher reúne representantes das Nações Unidas, de governo e da sociedade civil até o dia 20 de março.