ONU acompanha processo contra grupo anti-escravidão na Mauritânia

11 março 2015

Escritório de Direitos Humanos preocupado com integrantes da sociedade civil que fizeram manifestações em novembro; três homens, incluindo ex-candidato à presidência, servem sentença e veredicto de outros deve sair na quinta-feira.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU expressou, esta terça-feira, grande preocupação com procedimentos judiciais contra integrantes de duas entidades da sociedade civil da Mauritânia.

Tratam-se de membros do grupo Ação para Educação, Trabalho e Progresso e do grupo anti-escravidão Iniciativa pela Resurgência do Movimento Abolicionista, IRA.

Justificativas

Integrantes do IRA estão presos desde novembro, após uma manifestação no sudoeste do país. Três homens, incluindo o ex-candidato à presidência da Mauritânia, Biram Dah Abeid, estão a servir uma sentença de dois anos.

As acusações incluem “reunião ilegal” e “recusa a acatar as ordens das autoridades administrativas”. O porta-voz do Escritório de Direitos Humanos afirmou em Genebra que as decisões parecem ser “arbitrárias e injustificadas”.

Sentenças

Os três homens pediram recurso ao veredicto, mas continuam presos. Rupert Colville manifestou muita preocupação com a “severidade das sentenças contra Dah Abeid e seus colegas”.

Outros três homens também estão detidos na Mauritânia devido a manifestações em novembro e esperam um veredicto, cuja divulgação está prevista para quinta-feira.

O Escritório de Direitos Humanos instou o governo do país a conduzir uma investigação sobre os casos e a libertar todos os detidos, que estavam, nas palavras de Colville, a “exercer seus direitos à reunião pacífica e à liberdade de associação”.

 

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