Hillary Clinton: "nunca houve um momento melhor para se nascer mulher"

10 março 2015

Ex-secretária de Estado norte-americana menciona progressos para mulheres e meninas; secretário-geral cita empresa brasileira ao pedir adesão de milhares de companhias a um movimento por maior autonomia feminina.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A antiga secretária de Estado norte-americana participou esta terça-feira num evento com líderes empresariais, de governos e da sociedade civil na sede das Nações Unidas.

Discursando na reunião intitulada Potencial Limitado: Parceiros de Negócios pela Igualdade de Género, Hillary Clinton descreveu a etapa como positiva para as mulheres.

Obstáculos

Segundo defendeu, apesar dos obstáculos, este é o melhor momento na história para se nascer do sexo feminino.

Para ilustrar as diferenças, comparou o Lesoto atual com o de 20 anos atrás, "quando uma menina não podia assinar um contrato", podendo faze-lo atualmente. Disse ainda que, nessa altura, havia ainda a probabilidade de mulheres nascidas no Nepal ou no Afeganistão morrerem na infância.

Ela também comparou o Ruanda com a realidade de duas décadas atrás, na qual uma menina estaria exposta a crescer à sombra do genocídio e do estupro, para hoje o país ter "mais mulheres no parlamento do que em qualquer outra parte do mundo".

Movimento

Ao abrir o evento, o secretário-geral Ban Ki-moon disse que se a intenção é produzir uma mudança transformadora, é preciso "ampliar os princípios de empoderamento das mulheres num movimento que envolve milhares de empresas".

Sem citar o nome, Ban mencionou uma empresa da área das energias renováveis do Brasil que instalou um abrigo, um sistema de apoio contra a violência doméstica e mobilizou funcionários homens para o fim da prática.

Clinton disse que hoje as mulheres podem viver mais saudáveis e seguras, mas afirmou que ainda há disparidades na educação e ainda a falta de acesso das meninas ao ensino secundário. Ela citou também a "seleção preconceituosa de géneros" em países e a proibição da violência doméstica em apenas 75 Estados.

Para ela, os objetivos para empoderar mulheres devem ser alcançados com o envolvimento de homens, líderes religiosos e empresários. A outra proposta é que as leis sejam executadas por autoridades "comprometidas a faze-las cumprir".

 

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