Ban afirma que “parceria entre ONU e União Europeia é profunda”
BR

9 março 2015

Secretário-geral fez a declaração em pronunciamento no Conselho de Segurança; ele disse que os desafios enfrentados atualmente são muito complexos para que uma organização ou uma nação possa enfrentar sozinha.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou esta segunda-feira que a “parceria estratégica entre as Nações Unidas e a União Europeia é muito profunda”.

Ban explicou que “os desafios globais enfrentados atualmente são muito complexos para que uma organização ou uma nação possa enfrentar sozinha, daí a necessidade de parceria e inovação”.

Valores

Ele disse que as duas organizações compartilham valores comuns e estão empenhadas na gestão coletiva pacífica dos desafios de segurança para evitar o conflito.

O chefe da ONU declarou que no momento em que o mundo enfrenta várias crises, é mais necessário do que nunca fortalecer essa parceria pela paz, pelos direitos humanos e pelo desenvolvimento sustentável.

Ban afirmou que nos últimos anos as Nações Unidas e a UE conseguiram alcançar várias metas pela paz e pela segurança no mundo, mas lembrou que os dois lados ainda encontram dificuldades para mobilizar ações antecipadas antes que a situação piore.

Ele citou que o “engajamento rápido e eficaz continua sendo o elemento mais importante para o sucesso dos esforços de diplomacia preventiva”.

Negociações Internacionais

O chefe da ONU mencionou que a União Europeia é chave em várias negociações internacionais, como no processo de paz do Oriente Médio, nas negociações nucleares com o Irã, no diálogo de Belgrado-Pristina e também no apoio aos esforços diplomáticos na Líbia.

Além disso, Ban disse que a UE é um dos maiores parceiros em relação ao envio de tropas de paz, junto com a União Africana.

Os esforços incluem também cooperação no combate ao terrorismo e para prevenir o extremismo violento. Outro ponto importante citado pelo secretário-geral é sobre o trabalho coletivo para a resolução política e pacífica do conflito na Ucrânia.

Segundo ele, a crise ameaça não só o país, mas também a região europeia e até mesmo a paz e a segurança internacionais.

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