Chefe da Unesco condena destruição de Nimrud, no Iraque
Cidade foi fundada há mais de 3,3 mil anos; Irina Bokova afirmou que a “destruição deliberada de herança cultural constitui crime de guerra”.
Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.
A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, condenou de forma veemente a destruição do sítio arqueológico de Nimrud, no Iraque.
Segundo agências de notícias, integrantes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, começaram a demolir o local com escavadeiras. A cidade foi fundada há mais de 3,3 mil anos.
Crime de Guerra
Irina Bokova afirmou que este é “mais um ataque contra o povo iraquiano” e um lembrete de que “nada está a salvo da limpeza cultural em curso no país”.
A chefe da Unesco afirmou ainda que a “destruição deliberada de herança cultural constitui um crime de guerra”.
Ela pediu a todos os líderes políticos e religiosos na região que “levantem-se e lembrem a todos que não há nenhuma justificativa política ou religiosa para a destruição da herança cultural da humanidade”.
Catástrofe
Bokova afirmou ter alertado o presidente do Conselho de Segurança e a promotora-chefe do Tribunal Penal Internacional. Ela disse que toda a comunidade internacional deve unir esforços em solidariedade com o povo e o governo do Iraque para pôr um fim ao que chamou de “catástrofe”.
A chefe da Unesco afirmou que a agência está “determinada a fazer o que for necessário para proteger e documentar a herança cultural do Iraque e liderar o combate ao tráfico ilegal de artefatos culturais, que contribuem diretamente para o financiamento do terrorismo”.
Nimrud foi uma das capitais do império assírio. O governo iraquiano confirmou que o local foi atacado por extremistas armados usando escavadeiras no dia 5 de março.
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