Cai percentagem de mulheres parlamentares em África

5 março 2015

Ruanda continua a liderar em termos da presença de deputadas com 63,8%; relatório da UIP diz que mundo tem mais 1% de mulheres que lideram casas legislativas.

Eleutério  Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O continente africano teve uma queda na percentagem de deputadas ao passar de 22,5% no ano passado para os 22,3% em 2015.

A União Interparlamentar, UIP, destaca o Ruanda por continuar a liderar em termos da presença de mulheres nas casas legislativas, com 63,8 %.

Deputadas

Um relatório com dados regionais, publicado esta quinta-feira, em Genebra,  destaca o facto como um marco global aliado a mais de metade das deputadas ativas estarem no Senegal, nas Ilhas Seicheles e na África do Sul. O Malaui e as Maurícias tiveram uma queda de 4,5% e de 7,2% respectivamente, em 2014.

O documento “Mulheres nos Parlamentos: 20 Anos em Revista” assinala sucessos e revezes duas décadas após a aprovação da Plataforma de Ação de Pequim, que definiu objetivos sobre a igualdade de género.

O estudo revela que as casas legislativas das Américas têm a maior percentagem de mulheres com 26,4%. Em termos regionais, segue a Europa com 25%. A Ásia aumentou de 5,3% para 18,5% e o mundo Árabe conta com 16,1% de deputadas.

Câmaras

Entre os avanços dos últimos anos estão o aumento de cinco para 42 no número de câmaras simples ou baixas de Parlamentos com mulheres a ocupar mais de 30% dos assentos. Com mais de 40% passaram de uma para 13.

Os progressos também estenderam-se além das regiões. Em 1995, 10 países da Europa ocupavam o topo do ranking das nações com mais mulheres no parlamento. Este ano, o continente conta com três, o mesmo número de nações das Américas na lista que tem quatro países da África Subsaariana.

Nas Américas, a maior subida foi dos Estados Unidos que passou de 10,9% para 19,3%. Em termos de presença de deputadas, a Bolívia lidera com 42,3% seguida de Cuba e do Equador.

Golpe

O secretário-geral da UIP disse que após o otimismo e a crença de que a paridade de género no parlamento estava ao alcance de uma geração em 2013, a falta de progressos significativos no ano seguinte constitui "um grande golpe".

Martin Chungong defende que o fenómeno lembra que o progresso não é um dado adquirido. Por isso, pediu a continuação da ação política e da vontade caso haja desejo de enfrentar com êxito o deficit de género na política.

A percentagem de mulheres que lideram os Parlamentos do mundo aumentou em um ponto percentual de 2013 para 2014, para 15,8%.

 

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