Enviado da ONU pede respeito a direitos humanos em ofensiva contra Isil
BR

2 março 2015

Campanha de forças de segurança acontece em Tikrit, no Iraque; segundo dados da Missão das Nações Unidas no país, 1.103 iraquiano foram mortos e 2.280 ficaram feridos em atos de terrorismo e violência em fevereiro.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque, Nickolay Mladenov, apelou às forças armadas em Tikrit que façam o possível para poupar os civis e proteger sua segurança de acordo com padrões internacionais.

Segundo agências de notícias, o Iraque lançou uma operação militar para retomar a cidade do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, e seus aliados.

Direitos humanos

Mladenov afirmou que “operações militares reforçadas por apoio aéreo internacional e iraquiano devem ser conduzidas com o máximo de cuidado para evitar vítimas civis e com completo respeito aos princípios fundamentais de direitos humanos e da lei humanitária”.

O representante também pediu ao governo e à comunidade internacional que tomem medidas urgentes para garantir que a asssistência humanitária necessária seja fornecida e que todos os que fugiram do Isil possam retornar a suas casas em segurança.

Mortes

De acordo com dados da Missão de Assistência da ONU para o Iraque, Unami, divulgados no domingo, 1.103 iraquianos foram mortos e 2.280 ficaram feridos em atos de terrorismo e violência em fevereiro.

O número de civis mortos foi de 611, incluindo 30 policiais civis. Cerca de 1.353 pessoas foram feridas, incluindo 29 policiais civis.

Bagdá foi a província mais afetada com 1.204 vítimas, foram 329 mortos e 875 feridos.

A Missão tem tido dificuldade em verificar de forma eficaz os dados de vítimas em áreas de conflito. Por esta razão, a Unami afirma que os números divulgados devem ser considerados como uma base mínima do total de registros.

Investigação

Mladenov afirmou que “ataques terroristas diários cometidos pelo Isil continuam tendo civis como alvos”. Ele afirmou ainda haver “relatos preocupantes de mortes por vingança por grupos armados em áreas recém-libertadas do Isil”.

O representante afirmou que uma solução exclusivamente militar para o problema do Isil é impossível e “saudou os apelos de unidade feitos pelo presidente, pelo primeiro ministro e pelo presidente do parlamento”. Mladenov disse ainda que qualquer esforço para alcançar unidade através de reconciliação deve ser baseado na Constituição e na participação de líderes políticos, religiosos e comunitários de todo o Iraque”.

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