Unesco pede reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre Iraque
BR

27 fevereiro 2015

Chefe da agência da ONU condenou ataque do Isil contra museu iraquiano e disse que foi “um incitamento à violência e ao ódio”; Irina Bokova afirmou que a ação terrorista é muito mais do que uma tragédia cultural, é uma questão de segurança que impulsiona o sectarismo.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A chefe da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para discutir a proteção do Patrimônio Cultural do Iraque.

Bokova condenou o ataque realizado pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, contra museu iraquiano na cidade de Mossul.

História e Cultura

A chefe da Unesco disse que foi uma ação contra a história e a cultura milenares do Iraque. Ela classificou o ato como “um incitamento à violência e ao ódio”.

Para Bokova, “o ataque representa muito mais do que uma tragédia cultural, é também uma questão de segurança que impulsiona o sectarismo, o extremismo violento e o conflito no país”.

A diretora-geral da agência da ONU afirmou que a ação foi uma violação direta da resolução 2.199 do Conselho de Segurança, que condena a destruição de qualquer Patrimônio Cultural.

Além disso, o documento adotou mecanismos para conter o tráfico ilegal de peças e objetos históricos do Iraque e da Síria.

A Unesco afirmou que estátuas que estavam no Patrimônio Cultural de Hatra, como também artefatos históricos em Nineveh, foram destruídas ou danificadas pelos terroristas do Isil, no museu de Mossul.

Segundo as agências de notícias, algumas das peças destruídas são do século 9 a.C.

A região controlada pelo Isil no Iraque abriga quase 1,8 mil das 12 mil áreas arqueológicas registradas no país. A destruição das estátuas agora aconteceu depois do grupo terrorista ter incendiado a biblioteca de Mossul, que guardava mais de 8 mil manuscritos antigos.

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