Chefe da ONU na África Ocidental elogia resposta ao surto de ébola

23 fevereiro 2015

Mohamed Ibn Chambas visitou a Guiné-Bissau esta semana; doença já matou mais de 9,3 mil pessoas,  a maioria na Guiné Conacri, na Serra Leoa e na Libéria.

Amatijane Candé, da Rádio ONU em Bissau.

O número de infecções pelo vírus do ébola está diminuindo e o facto deve-se às respostas apropriadas dadas tanto pelos governos como pelas populações dos países infectados, afirmou Mohamed Ibn Chambas, Chefe do Gabinete da ONU para a África Ocidental, que terminou nesta sexta-feira uma visita de 24 horas a Bissau.

Ibn Chambas disse ainda que as referidas acções coordenadas foram firmemente apoiadas pelas Nações Unidas com a instituição de uma missão de emergência epidemiológica em Acra, capital do Gana, bem como em Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri, os três países mais infectados.

Prevenção

Para o Chefe do Escritório Oeste Africano da ONU, a baixa no número das infecções do ébola deve-se também a um trabalho conjunto envolvendo parceiros internacionais dos países infectados e varias agências da ONU. Ele chamou atenção para a necessidade de se reforçar as medidas preventivas “pois a batalha não está ganha”, acrescentou.

“Temos que continuar vigilantes na luta contra a febre hemorrágica”, afiançou Ibn Chambas, que aconselhou os países que tiveram êxito em prevenir o vírus, citando a Guiné-Bissau, a continuarem com o trabalho para que nos próximos meses se possa erradicar definitivamente o ébola da África Ocidental.

Contactos

O representante especial do secretário-geral da ONU na África do Oeste manteve encontros com Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro da Guiné-Bissau, e com o chefe da diplomacia guineense Mário Lopes da Rosa, devendo-se encontrar também com o presidente da República e o presidente da Assembleia Nacional Popular.

Mohamed ibn Chambas manteve ainda um encontro com o chefe do Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau a fim de traçar estratégias de trabalho entre os Escritórios de Bissau e o da sub-região, sedeado na capital ganesa.

 

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