RD Congo: Monusco fala de pausa na cooperação em ações para deter rebeldes

11 fevereiro 2015

Missão de paz  anunciou investigações ao alegado envolvimento de dois altos oficiais em operações em que teriam sido cometidos abusos; missão de paz disse que ambas as partes encetam diálogo para resolver a questão.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo,  Monusco, confirmou ter sido interrompida a sua cooperação com as Forças Armadas do país, Fardc.

A medida foi tomada até que se esclareça o suposto "envolvimento de dois generais em operações onde teriam sido violados direitos humanos".

Desarmamento

Na quarta-feira, o porta-voz da operação de paz na RD Congo, Charles Bambara, fez as declarações a jornalistas na capital congolesa, Kinshasa. A informação foi veiculada pela Rádio Okapi.

O exército lançou as operações denominadas "Sokola2" a 29 de janeiro passado, para forçar o desarmamento dos rebeldes das Fdlr de origem ruandesa.

No princípio do mês, expirou o prazo para que estas devolvessem as armas. O prazo de seis meses foi dado pelo Governo da RD Congo, pela Comunidade dos Países da África Austral, Sadc, e pela Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos, Cirgl.

Solução

O porta-voz revelou ainda que decorrem contactos entre as Nações Unidas e as autoridades da RD Congo. O objetivo é que seja encontrada "uma solução rápida para o sucesso das operações de perseguição dos rebeldes das Fdlr".

Bangari disse que as Nações Unidas falam a uma só voz, após informações prestadas por funcionários das Nações Unidas. Ele disse haver intenção de ver a evolução do assunto pela condição de aplicar os direitos humanos adotados pela Organização das Nações Unidas.

Forças Negativas

Como referiu, vigora também o mandato que obriga a Monusco a neutralizar "as forças negativas" no país, ao mencionar as Fdlr e o grupo ADF.

O chefe da Monusco, Martin Kobbler, disse estar confiante em discussões com as autoridades congolesas sobre a continuação do apoio para perseguir os rebeldes ruandeses "em condições que não violem os direitos humanos".