David Beckham junta-se ao Unicef para socorrer crianças em perigo no mundo
BR

9 fevereiro 2015

Ex-capitão da seleção inglesa lança iniciativa para marcar o aniversário de 10 anos como embaixador da Boa Vontade; milhões de crianças são vítimas da violência em conflitos, guerras e desastres naturais; no ano passado, milhares tornaram-se órfãs por causa do surto de ebola.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lançou uma iniciativa para proteger milhões de crianças em situações de perigo ao redor do mundo.

A iniciativa “7: Fundo Unicef David Beckham” é apoiada pelo ex-capitão da seleção inglesa de futebol, que comemora 10 anos como embaixador da Boa Vontade da agência.

Mudanças

O número 7 foi escolhido por ser o mesmo do uniforme de Beckham quando atuava nos campos de futebol no clube Manchester United e na própria seleção.

Beckham contou que pretende usar o que chamou de sua “poderosa voz” em todo o mundo para influenciar líderes internacionais a realizar mudanças positivas para a vida dos menores.

O jogador britânico afirmou sentir-se honrado em participar da iniciativa do Unicef após 10 anos de trabalho como embaixador. Ele disse ainda que tem um compromisso pela próxima década de arrecadar fundos para os projetos de proteção às crianças.

El Salvador e Burkina Fasso

David Beckham explicou que pretende arrecadar milhões de dólares e advogar por um futuro melhor para crianças em todo o globo. O ex-jogador contou que realizará várias viagens para levantar o dinheiro assim como convencer líderes em todo o mundo a aderirem à iniciativa.

Uma das ações serão serviços de aconselhamento e proteção em El Salvador, na América Central, o país que detém a maior taxa de homicídios de criança no mundo. O projeto também pretende levar água potável a comunidades de Burkina Fasso, onde uma em cada cinco mortes infantis é causada por diarreia.

Trabalho infantil

De acordo com o Unicef, mais de 15 milhões de crianças sofreram com violência em grandes conflitos no ano passado.

Milhões de menores também foram vítimas de desastres naturais e outros milhares tornaram-se órfãos e deixaram de frequentar a escola por causa da epidemia de ebola, na África Ocidental.

Em comunicado, a agência informou ainda que 168 milhões de menores em todo o mundo são obrigados ao trabalho infantil. Muitas crianças estão sendo traficadas e exploradas sexualmente, e várias meninas forçadas à mutilação genital.

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