Ator Forest Whitaker avalia condições de educação no Sudão do Sul

6 fevereiro 2015

Enviado para a Paz e Reconciliação da Unesco chegou esta sexta-feira ao país africano junto com a subsecretária-geral da ONU, Valerie Amos; chefe de Direitos Humanos das Nações Unidas também esteve no Sudão do Sul para debater os abusos ocorridos na região.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O ator e enviado especial da Unesco para Paz e Reconciliação, Forest Whitaker, e a subsecretária-geral para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, chegaram esta sexta-feira em Juba, no Sudão do Sul.

Whitaker e Amos vão avaliar as condições humanitárias e de educação das pessoas afetadas pelo conflito no país.

Escolas Fechadas

O enviado da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, falou sobre a situação das escolas na região.

Whitaker disse que “muitas escolas estão fechadas por causa do conflito no país”. Ele afirmou que o que estão tentando fazer nesse momento é “chamar a atenção da comunidade internacional para a questão e reconhecer que é necessário avançar com o sistema de educação”.

O ator espera ter condições de “encontrar um local onde as crianças possam frequentar as escolas, ter paz em suas vidas e receber todos os cuidados necessários para o seu bem-estar”.

Durante a visita, Whitaker e Amos vão se reunir com as comunidades mais atingidas pela crise, com representantes do governo e parceiros humanitários.

O objetivo é discutir meios para melhorar as operações de ajuda humanitária no Sudão do Sul.

Operações de Ajuda

Amos disse que visitou o país há pouco mais de um ano.

A subsecretária-geral da ONU afirmou que continua muito preocupada com a situação humanitária no Sudão do Sul. Ela disse que a visita serve também como uma forma de arrecadação de fundos para financiar as operações de ajuda até o fim do ano no país.

Já o secretário-geral assistente de Direitos Humanos, Ivan Simonovic, visitou as cidades de Bentiu e Malakal nesta semana. Ele disse que essas duas regiões foram as que registaram o maior número de assassinatos e violações dos direitos humanos.

Cidades Fantasmas

Simonovic explicou que Bentiu e Malakal são cidades destruídas. Durante o dia existe alguma vida mas à noite se tornam “cidades fantasmas”.

O secretário-geral assistente afirmou que durante a noite, os civis voltam para os abrigos da ONU buscando proteção. São 50 mil em Bentiu e mais de 20 mil em Malakal.

Simonovic afirmou que as Nações Unidas vão continuar protegendo essas pessoas mas disse que é importante realizar um esforço pela paz já que a situação atual não é sustentável.