Representante da ONU diz que 2015 será decisivo para Somália

4 fevereiro 2015

Enviado especial do secretário-geral afirmou ao Conselho de Segurança que este ano é importante para definir se país vai se tornar um Estado federal unificado e pacífico; Nicholas Kay destaca que a Somália continua sendo um dos países mais perigosos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O representante especial do secretário-geral para a Somália, Nicholas Kay, disse ao Conselho de Segurança que 2015 será um ano decisivo para ver “se e como” o país se tornará um Estado federal, unificado e pacífico.

Kay declarou aos representantes dos países-membros que está preocupado porque os desafios e os riscos políticos e de segurança são significativos.

Grupos Minoritários

O representante de Ban Ki-moon expressou a necessidade de se criar um Estado sustentável e inclusivo, com grupos minoritários e marginalizados. Da mesma forma, deve ser promovida a participação de mulheres e de lideranças locais e nacionais.

Para ele, os adiamentos e atrasos registrados em 2014 terão um impacto muito maior este ano.

Kay disse que é preciso acelerar o processo de federalismo da nação, em particular criando a capacidade para administrações regionais interinas já existentes e estabelecendo novas áreas de controlo.

O representante especial citou a importância de um referendo constitucional no início de 2016 e afirmou que as autoridades devem completar até o fim do ano a revisão do texto da Constituição, principalmente as questões de compartilhamento de poder e recursos.

Eleições

Kay falou também sobre a importância da realização de eleições no próximio ano.

Ele disse ao Conselho de Segurança que a comunidade internacional precisa de continuar a apoiar não só a criação da liderança do governo federal mas também a capacidade para liderar.

Nicholas Kay alertou que as “zangas políticas” ocorridas no ano passado podem prejudicar todo o projeto. Ele deu como exemplo a última crise que atrasou todos os negócios do governo por mais de três meses e deixou o Parlamento dividido.

Ele elogiou a indicação do novo primeiro-ministro Omar Abdirashid Ali Sharmarke, mas ao mesmo tempo mostrou-se decepcionado por até agora o país não ter conseguido chegar a um acordo com o Parlamento para a formação de um novo gabinete.

Al Shabaab

Kay citou ainda o “sacrifício e a coragem” da Força da Missão da União Africana, Unisom, e do exército somali no combate ao grupo Al Shabaab.

Segundo ele, “o combate ao terrorismo exige uma estratégia regional mais coerente, tanto na Somália como no Corno de África, de uma forma geral, para minar os avanços dos rebeldes do Al Shabaab”.

O representante especial disse aos países-membros que a Somália continua a ser um dos lugares mais perigosos em que o Conselho de Segurança tem mandato para realizar operações.

Kay declarou que a ONU vai precisar expandir a sua presença em várias regiões para apoiar o processo de estabilização e a visão da organização para 2016.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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