Libertada tripulação de helicóptero ao serviço do PMA no Sudão

2 fevereiro 2015

Os seis elementos, de nacionalidade búlgara, chegaram na manhã desta segunda-feira aos escritórios da agência; aparelho foi forçado a aterrar em área onde decorriam combates há uma semana.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA,  anunciou  esta segunda-feira que os seis tripulantes búlgaros detidos enquanto seguiam num helicóptero ao serviço da agência no Sudão foram "devolvidos em segurança".

O aparelho foi forçado a aterrar, há uma semana, pelo Movimento Popular de Libertação do Povo do Sudão-Norte , Splm-n, numa área remota do estado sudanês de Kordofan do Sul.

Fronteira

De acordo com a agência, os elementos chegaram na manhã desta segunda-feira aos escritórios do PMA na área de Yida, próximo da fronteira com o estado de Kordofan do Sul.

O PMA cita um grupo conhecido como Liga das Mulheres do Novo Sudão, a falar do envolvimento com o Splm-n para organizar o retorno da tripulação. Os rebeldes tomaram o controlo desta, após a aterragem do helicóptero MI-8 em Kordofan do Sul última segunda-feira.

Retorno Seguro

Logo após perder o contacto com o aparelho, a agência disse ter trabalhado com as autoridades tanto do Sudão como do Sudão do Sul, para localizar e recuperar a tripulação. Ao Governo de Cartum, a agência agradeceu especialmente o apoio às ações com vista ao retorno seguro do grupo.

A diretora executiva do PMA, Ertharin Cousin considerou lamentável que o incidente tenha ocorrido, ao expressar o seu alívio com o retorno ileso da equipa.

Ao detalhar as circunstancias da detenção, o PMA explicou que o helicóptero fez uma aterragem de emergência no meio de combates em Rumbek, quando voava do Sudão do Sul para Cartum onde devia beneficiar de manutenção de rotina.

Foi no mesmo dia que o Splm-n anunciou que o grupo estava em seu poder. Os seis membros da tripulação trabalham para o Serviço Aérea das Nações Unidas, Unhas, cuja ação é considerada "crucial para toda a comunidade humanitária no Sudão do Sul".

 

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