Enviado pede espírito de compromisso e reconciliação a novo governo somali

29 janeiro 2015

Representante da ONU sugere que sejam urgentemente abordados os objetivos do Estado e da consolidação da paz;  Omar Abdirashid Ali Sharmarke anunciou primeiros 20 membros do executivo esta quarta-feira.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Somália disse, esta quinta-feira, que há necessidade de "um espírito de compromisso e de reconciliação nos próximos dias e meses" no país.

Em nota, Nicholas Kay saudou o anúncio da nomeação de um novo governo federal pelo novo primeiro-ministro somali a 27 de janeiro.

Terceiro chefe do governo

Agências de notícias locais disseram que o executivo de Omar Abdirashid Ali Sharmarke, o terceiro chefe de governo nomeado em pouco mais de um ano, é composto por 20 membros.

Para o enviado, trata-se de um passo importante, e uma vez aprovado pelo Parlamento Federal, o governo deverá abordar urgentemente os objetivos do Estado e da consolidação da paz na Somália.

A nota destaca que ainda há muito a ser feito para completar a Visão da Somália 2016.

Comissão Eleitoral

Quanto ao papel do Parlamento, Kay considerou importante e urgente a aprovação de leis fundamentais e a criação das restantes comissões independentes previstas na Constituição provisória. Ele pediu atenção particular ao estabelecimento da Comissão Nacional Eleitoral Independente.

Kay reafirmou o empenho da ONU em apoiar estado e construção da paz no país do Corno de África.

Situação Humanitária

Entretanto, a situação humanitária somali continua a ser considerada um motivo de preocupação. A Avaliação de Segurança Alimentar da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, cita melhorias em algumas partes do país acompanhadas de previsões preocupantes para 2015.

O país registou chuvas relativamente boas entre outubro e dezembro e um aumento do fluxo de assistência humanitária. Mas cerca de 731 mil somalis enfrentam a insegurança alimentar aguda. Outros 2,3 milhões estão em risco de enfrentar a situação.

Cerca de 203 mil crianças sofrem de desnutrição aguda e precisam de suplementos nutricionais de emergência. Os desafios incluem a melhoria dp acesso à água potável, da infraestrutura de saneamento e das condições de higiene.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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