Chefe da Uneca destaca cancelamento da dívida a países afetados pelo ébola

28 janeiro 2015

Carlos Lopes afirmou que os três países “suportaram sofrimento dramático” por conta do surto da doença; na Guiné Conacri, o Pnud está a treinar centenas de policiais comunitários para ajudar no combate ao ébola.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Em declaração na segunda-feira, o secretário-executivo da Comissão Económica da ONU para África, Uneca, reiterou seu pedido a instituições financeiras internacionais que cancelem divídas externas de Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa.

A declaração foi feita na abertura da 26ª sessão do Conselho Executivo da União Africana. Carlos Lopes afirmou que os três países “suportaram sofrimento dramático” por conta do surto de ébola.

Confiança 

Ele disse que o cancelamento não deve levar a falta de confiança na viabilidade e merecimento de crédito destes países.

Lopes destacou que o revés induzido pelo ébola agrava condições iniciais fracas, vulnerabilidades estruturais e potencial limitado de manter crescimento sob déficits fiscais crescentes.

Assim, ele afirmou que o “cancelamento da dívida externa ofereceria aos três países espaço para respirar”.

Relatório

O secretário-executivo da Uneca fez referência a um relatório sobre o ébola recém lançado pelo órgão.

O documento alerta para o risco do aumento na mortalidade de doenças não relacionadas ao ébola e aponta os impactos mais amplos do vírus na subsistência das pessoas afetadas. Entre os pontos citados estão os sistemas educacionais, estigma social, desemprego e diminuição da segurança alimentar.

Polícia Comunitária

Na Guiné Conacri, o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, está a treinar centenas de policiais comunitários para ajudar a manter os números do ébola em baixa e evitar futuros surtos.

Na capital do país, 450 oficiais recém treinados começaram o trabalho. O objetivo é ajudar a interromper a propagação da doença através da consciencialização de formas de evitar a infecção e construir confiança entre as pessoas e os serviços de segurança.

A ONU lançou um apelo de US$ 1 mil milhão para garantir o rápido fim do surto e apoio à recuperação nos primeiros meses de 2015. Os recursos devem apoiar as ações dos governos de Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa uma vez que identificam e tratam pessoas afetadas pelo ébola, restabelecem serviços sociais essenciais e melhoram segurança alimentar e nutricional das pessoas.

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