No Malaui, acesso às áreas atingidas pelas cheias é "extremamente difícil"

23 janeiro 2015

PMA calcula que 370 mil pessoas precisam urgentemente de comida e de auxílio de outro tipo;  espera-se que chegada de um helicóptero esta sexta-feira apoie as ações humanitárias.

Eleutério Guevane, Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, declarou que o acesso é "extremamente difícil" às áreas mais atingidas pelas cheias do Malaui para avaliar as necessidades das populações.

Em nota, emitida esta sexta-feira, a agência conta que muitas estradas e pontes foram danificadas ou arrasadas. Esta sexta-feira, um helicóptero deve chegar ao país para apoiar as ações de auxílio humanitário do PMA.

Apoio Humanitário

Os últimos dados sobre a segurança alimentar apontam para 370 mil pessoas que precisam urgentemente de comida e outro tipo de apoio humanitário.

Em parceria com o Governo do Malaui, agências da ONU e outras entidades humanitárias o PMA pretende conceder assistência alimentar a 150 mil deslocados malauianos até este fim de semana.

Devido às cheias, o presidente do país, Peter Mutharika, declarou estado de emergência em 15 dos 28 distritos do país.

Emergência

A agência já começou a distribuir biscoitos energéticos a pessoas isoladas pela subida das águas no distrito de Nsanje, um dos mais afetados pelas inundações no sul do Malaui.

Em outros cinco distritos afetados, a agência da ONU distribui milho, feijão, óleo vegetal e uma mistura de cereais reforçada com vitaminas e minerais aos deslocados.

Neste momento, o PMA anunciou que existem biscoitos energéticos suficientes para alimentar 77 mil pessoas, de um lote que chegou esta semana ao Malaui.