ONU quer que Mali mantenha vigilância contra ebola
BR

23 janeiro 2015

Chefe da Unmeer elogiou o país por ter controlado o surto mas disse que é preciso ter atenção já que a doença continua nas nações vizinhas; segundo Ismail Ahmed é necessário reconstruir os sistemas de saúde.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O chefe da Missão da ONU para Resposta de Emergência ao Ebola, Ismail Cheikh Ahmed, congratulou o Mali por ter controlado a epidemia mas alertou que o país deve manter a vigilância.

Segundo Ahmed, é preciso ter atenção porque o surto continua nas nações vizinhas.

Preparações

No domingo passado, a Organização Mundial da Saúde e a ONU declararam o Mali livre do vírus depois de um período de 42 dias sem registrar um novo caso. No total, oito pessoas foram infectadas e seis morreram.

Ahmed chegou a Bamako, a capital do país, nesta quarta-feira. Ele está examinando as preparações de resposta no caso de um ressurgimento do ebola na região. O chefe da Unmeer mencionou que muitos casos ainda continuam sendo registrados na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Na semana passada, foram confirmadas 145 novas infecções em comparação aos 900 casos registrados em dezembro. Cerca de 50 comunidades estão sendo afetadas nos três países.

Ahmed está preocupado porque muitas das novas infecções registradas aconteceram em pessoas que não estavam na lista de contato dos pacientes de ebola. Isso significa, segundo ele, a relutância por parte de algumas pessoas de relatar às autoridades sua proximidade ou contato com doentes.

Fronteiras

Ahmed e o diretor-geral assistente da OMS, Bruce Aylward, disseram que as pessoas não reconhecem as fronteiras e, por isso, o desafio não só para o Mali, mas também para Senegal e Nigéria, é manter a vigilância nas regiões de fronteira.

Segundo Ahmed, “é necessário também reconstruir os sistemas de saúde e transformar a crise numa oportunidade para fornecer aos países afetados pelo surto uma infraestrutura de saúde capaz de lidar com possíveis casos de ebola no futuro.

Desde o início do surto, a OMS registrou quase 22 mil casos confirmados, prováveis e suspeitos da doença e 8641 mortes, a maioria na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

 

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