Chefe regional da ONU saúda envio de tropas do Chade para os Camarões

19 janeiro 2015

Objetivo é combater insurgentes nigerianos do Boko Haram; medida segue-se aos raptos registados na madrugada de domingo em aldeias camaronesas do distrito de Tourou.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O representante especial do secretário-geral da ONU na África Central, Abdoulaye Bathily, saudou a decisão do envio de tropas do Chade para os Camarões, com vista a participar em combates contra os insurgentes Boko Haram.

Em nota emitida esta segunda-feira, o também chefe do Escritório Regional das Nações Unidas disse que mais de 36 mil refugiados nigerianos vivem no extremo norte camaronês, além dos inúmeros deslocados internos.O representante especial do secretário-geral da ONU na África Central, Abdoulaye Bathily, saudou a decisão do envio de tropas do Chade para os Camarões, com vista a participar em combates contra os insurgentes Boko Haram.

Mortes

Várias áreas nigerianas são controladas pelo grupo, que é suspeito de ter sequestrado dezenas de pessoas na madrugada deste domingo no vizinho Camarões. De acordo com agências de notícias, quatro moradores de aldeias fronteiriças do distrito de Tourou teriam morrido ao tentar resistir às milícias.

Bathily considera a iniciativa "notável e importante para o Chade", cuja "economia e a segurança também são ameaçados por repetidos ataques de Boko Haram". As autoridades de N'Djamena foram igualmente elogiadas pelo forte empenho na "luta contra o terrorismo na África Central e mais além."

Resposta

O chefe da Unoca encoraja a todos os Estados da Bacia do Lago Chade e da África Central a reforçarem a sua cooperação com a Nigéria para dar uma resposta regional e coordenada ao que considerou de "cancro perigoso para a sub-região."

Bathily disse apoiar as ações tomadas pela Comunidade Económica dos Estados da África Central, Ceeac. Como destaque, apontou a que prevê "aproveitar as medidas das autoridades do Conselho de Paz e Segurança da África Central para apoiar os Camarões e eliminar a ameaça do Boko Haram."

Para o representante, o grupo é uma séria ameaça à paz, à segurança e à estabilidade na África Ocidental e Central e à economia e aos serviços sociais básicos.

O pedido lançado às populações é para que estejam vigilantes em relação ao Boko Haram, devido ao que considera "ações imprevisíveis e insurgentes".

*Apresentação: Denise Costa.

 

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