Por ano, doenças crônicas causam 16 milhões de mortes prematuras
BR

19 janeiro 2015

Câncer, diabetes, doenças do coração e do pulmão matam 32 milhões de pessoas, sendo que 42% dessas mortes poderiam ser evitadas, segundo a OMS; agência lista medidas que devem ser tomadas pelos governos.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, 32 milhões de pessoas morrem por ano devido a doenças crônicas, como câncer, diabetes, doenças do coração e do pulmão.

Deste total, 16 milhões de mortes são prematuras, ou seja, ocorrem antes dos 70 anos de idade. Um novo relatório da agência destaca que os governos precisam tomar, com urgência, medidas para evitar essas mortes.

Ações

A OMS calcula que investir entre US$ 1 e US$ 3 por pessoa, por ano, seria suficiente para reduzir os casos dessas doenças e consequentemente, as mortes de pacientes.

A Rádio ONU ouviu o gerente de programas de Nutrição e Obesidade da OMS. De Copenhague, o médico João Breda explicou quais ações podem ser realizadas pelos governos.

Consumo

“Para lá chegarmos, precisamos reduzir o consumo de álcool, como reduzir o consumo excessivo em pelo menos 10%. Também seria muito importante, e a proposta é de que os Estados-membros reduzam em 10% a inatividade física. E também que haja uma redução de um terço no consumo de sal. O sal em excesso é um elemento, digamos, ‘assassino’ na nossa alimentação.”

Segundo João Breda, a OMS busca reduzir nos próximos 10 anos, 25% as mortes prematuras ou evitáveis causadas por doenças crônicas. Por isso, a agência da ONU defende políticas governamentais que reduzam o uso do tabaco,do álcool e o consumo de alimentos que não são saudáveis.

Brasil

Neste sentido, a OMS elogia a Argentina, o Brasil, o Chile e os Estados Unidos por terem reduzido a quantidade de sal no pão e nos pacotes de alimentos.

Por ano, o custo global para reduzir os prejuízos das doenças crônicas seriam de US$ 11 bilhões. Mas a OMS calcula que até 2015, países de rendas baixa e média poderão ter acumulado prejuízos de US$ 7 trilhões se mais medidas não forem tomadas.

*Apresentação: Laura Gelbert.