Situação é imprevisível e hostil na República Centro-Africana, diz PMA

13 janeiro 2015

Estudo destaca contexto político tenso e prevê mais tempo para recuperação económica devido ao conflito; cerca de um terço dos marfinenses sofre de insegurança alimentar moderada ou grave.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A situação de segurança é imprevisível e hostil na República Centro-Africana, declarou esta terça-feira o Programa Mundial de Alimentação, PMA.

A agência apoiou um estudo sobre a segurança alimentar no país, que ressalta que o contexto político ainda é tenso e a recuperação económica deverá levar algum tempo.

Vulneráveis

O relatório revela que cerca de 1,5 milhão de pessoas, equivalente a 30% da população, enfrentam insegurança alimentar moderada a grave.

Os mais vulneráveis são os deslocados que viviam em casas de famílias e em acampamentos, devido ao conflito de dois anos entre o grupo anti-Balaka, de maioria cristã, e as antigas forças Séléka composta em grande parte de muçulmanos.

Na capital, Bangui os retornados foram igualmente afetados. Juntamente com outros cinco centros urbanos analisados, a cidade apresenta as mais altas taxas de deslocamento e de violência recorrente.

Investimento

A venda de produtos, que garantia cerca de 60% da renda do país, baixou.  Falando das principais limitações para produzir rendimentos, seis em cada 10 famílias apontaram para a falta de dinheiro para investir. Cerca de 31% mencionaram a falta de oportunidades de trabalho e 27% disseram faltar terra ou equipamentos de produção.

O relatório apresenta sugestões de como a assistência humanitária poderia abordar melhor as necessidades atuais no país. Além disso, o documento revela o impacto a longo prazo da insegurança alimentar, ao citar efeitos negativos sobre o crescimento das crianças.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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