Unicef quer conter casos de sarampo em países afetados pelo ébola

12 janeiro 2015

Agência ajuda campanha de vacinação cuidadosamente orientada para reduzir crianças não imunizadas; casos confirmados de sarampo quase quadruplicam na Guiné Conacri e  aumentaram nas nações vizinhas em 2014.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O aumento de casos de sarampo está a preocupar os países afetados pelo ébola devido à vulnerabilidade criada pela queda nas taxas de cobertura da imunização.

A informação foi dada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, que anunciou a oferta de ajuda aos governos e comunidades para a retomada  das vacinações.

Medo

A agência da ONU disse que nessas nações, os sistemas de saúde estão sobrecarregados enquanto dezenas de milhares de crianças estão expostas a doenças fatais.

Grande parte dos casos de transmissão do sarampo na África Ocidental ocorre entre dezembro a março. De acordo com o Unicef,  enquanto as autoridades tentam gerir a crise de ébola as pessoas evitam ir às unidades sanitárias por temer contrair a doença.

Com a ajuda de parceiros, o Unicef intensifica a vacinação de rotina cuidadosamente orientada para reduzir rapidamente o número de crianças não imunizadas. O tipo de campanha decorre enquanto continuam interrompidas as ações que envolvem a vacinação de multidões.

O diretor-regional do Unicef para a África Ocidental e Central lembrou que o sarampo é uma importante causa de mortes infantis e que pode ser facilmente prevenido através de uma vacina segura e eficaz.

Vida das Crianças

Para Manuel Fontaine, o problema é que as taxas de imunização caíram significativamente nesses países ameaçando ainda mais a vida das crianças.

A agência considera que quebrar o ciclo de transmissão do ébola e melhorar os serviços de saúde, incluindo a vacinação, devem ser feitos em conjunto para que o vírus do sarampo seja contido e evitadas mortes infantis em grande escala.

Na Guiné Conacri, o número de casos confirmados de sarampo quase quadruplicou ao passar de 59 em 2013, para 215 no ano passado. Na Serra Leoa, o valor triplicou ao evoluir  de 13 para 39 durante o mesmo período.

A Libéria, que não tinha registos de sarampo em 2013, teve quatro casos confirmados na área de Lofa, uma das mais atingidas pelo ébola. Entre maio e outubro o país teve uma queda de 71% a 55% na taxa de vacinação mensal contra o sarampo.

 

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