No tributo às vítimas da Charlie Hebdo, ONU cita morte de jornalistas tunisinos

9 janeiro 2015

Embaixador francês esteve na cerimónia desta sexta-feira no Complexo das Nações Unidas em Genebra; jornalistas  Sofiene Chourabi e Nadhir Ktari teriam sido alegadamente executados pelo braço líbio de uma formação terrorista.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O complexo das Nações Unidas em Genebra juntou esta sexta-feira representantes da organização para render homenagem às vítimas do atentado à revista satírica francesa Charlie Hebdo. O embaixador Nicholas Niemtchinow, da França, também esteve na cerimónia.

Na ocasião, o diretor-geral da ONU na cidade suíça chamou o ataque desta quarta-feira, que resultou em 12 mortos, era "horrendo". Entretanto, agências de notícias informaram que uma operação está em curso para neutralizar os autores do atentado, que se suspeita que estejam barricados numa empresa da zona industrial situada a 35 km de Paris. Ambos terão feito um refém.

Jornalistas

Em Genebra, Michael Moller também falou a repórteres sobre a morte de dois jornalistas tunisinos alegadamente executados por um braço de uma organização terrorista na líbia.

Ele endereçou condolências às famílias de Sofiene Chourabi e Nadhir Ktari, que desapareceram em setembro. Os relatos avançados pelas agências de notícias destacam que a confirmação das mortes na internet provocou indignação em Túnes.

Memória

Após a observação de um minuto de silêncio no complexo da ONU, o representante afirmou que o gesto honrava a todas as vítimas. Mas declarou que a sua memória seria verdadeiramente honrada ao se levantar a voz  pelo facto de a verdadeira coragem estar "numa troca de opiniões aberta e no verdadeiro respeito pelos outros através do diálogo."

Na cerimónia também tomou parte o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, que disse que o direito à liberdade de expressão deve ser vigorosamente defendido sobretudo pela organização, por si mesmo e por todos.

Zeid Al Hussein destacou que muitos desenhos satíricos  "eram tão ofensivos" a ele, como como muçulmano, tal como aos 1,6 mil milhões que professam a religião em todo o mundo.

O responsável sublinhou, entretanto, que a resposta não era reagir às caricaturas com  violência, a qual considerou "abominável".

 

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