Angola fala de ação na RD Congo em dia de estreia no Conselho de Segurança

2 janeiro 2015

Em entrevista à Rádio ONU, embaixador angolano mencionou o que chama de intervenção mais musculada para desarmar combatentes do Fdlr; prazo para desarmar as milícias terminou esta sexta-feira.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

No primeiro dia do mandato como Estado-membro não permanente do Conselho de Segurança, Angola realçou que é preciso uma ação musculada para desarmar as milícias do Fdlr na República Democrática do Congo, RD Congo.

O tema foi abordado pelo embaixador angolano junto das Nações Unidas em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque. Ismael Martins participou na primeira sessão do órgão de 2015, que debateu a agenda de trabalhos do órgão para janeiro sob a presidência do Chile.

Solução Armada

"O prazo que foi dado foi suficiente para que, justamente, este processo de integração desses elementos na sociedade se pudesse ir fazendo. Não aconteceu. Talvez seja necessário passar a uma solução mais musculada, mais armada para efetivamente desarmar a quem não se quer desarmar."

Esta sexta-feira marcou o fim do prazo dado pelas entidades regionais africanas  para desarmar as milícias acusadas de cometer atrocidades no Congo. 

Consultas

O diplomata disse que decorrem consultas sobre as etapas seguintes entre nações da Comunidade dos Países da África Austral, Sadc. As medidas  devem envolver a Missão da ONU na RD Congo, Monusco, e o exército congolês.

"Está integrado na Monusco aquele mecanismo. Nós, a nível da Sadc, temos estado em consultas permanentes por forma a encontrarmos as soluções que sejam adequadas ao problema. Vamos, naturalmente, a partir de hoje ver ações mais concretas por forma a levarmos os elementos da Fdlr de facto a desarmarem."

A tomada de ações militares para forçar a rendição dos combatentes, em caso de cumprimento do prazo, foi tomada em julho por líderes africanos. O grupo de antigos combatentes é acusado de ser o responsával pelo genocídio ruandês de 1994.

 

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