Acnur quer que Europa não ignore uso de grandes navios para migrantes

2 janeiro 2015

Agência que mais esforços tanto de resgate como de oferta de alternativas legais para viagens perigosas; agências de notícias anunciaram o controlo do navio Ezadeen pela Marinha da Itália; embarcação tinha 450 pessoas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, quer mais ações para resgatar as pessoas no mar mediterrâneo. Nesta sexta-feira, o diretor da agência para a Europa, Vincent Cochetel, pediu também que sejam intensificados esforços para oferecer alternativas legais para viagens perigosas.

Em nota, o responsável destaca a necessidade de uma ação concertada urgente dos países europeus no mediterrâneo.

Marinha

Agências de notícias informaram que a Marinha da Itália controla o navio Ezadeen, abandonado no mar com 450 pessoas. A embarcação supostamente síria estava bloqueada e a funcionar na máxima potência, no terceiro caso de socorro de navios de grandes dimensões em dias.

Um navio de mercadorias moldavo foi encontrado sem tripulação na terça-feira. Do Blue Sky M foram resgatadas 796 pessoas pela Marinha italiana, próximo da ilha grega de Corfu.

A 20 de dezembro, a guarda costeira italiana resgatou um cargueiro abandonado pela tripulação ao largo da Sicília. As cerca de 800 pessoas que estavam a bordo eram na sua maioria cidadãos sírios.

Preocupação

Cochetel declarou que o uso de navios de carga de grandes dimensões  é uma nova tendência. Ele considerou tratar-se de uma situação em curso e preocupante que já não pode ser ignorada pelos governos do continente.

Conforme advertiu, sem meios mais seguros para os refugiados em busca de segurança na Europa, não se poderá reduzir os múltiplos riscos e perigos representados por tais movimentos marítimos.

Mare Nostrum

O Acnur agradeceu às autoridades italianas pela resposta dada aos últimos incidentes, apesar do que considera redução gradual da operação Mare Nostrum.

A agência disse ter manifestado as suas preocupações com o fim da operação, sem que haja uma operação europeia similar de busca e resgate em sua substituição.

Para o Acnur, não há dúvidas que a aituação atual poderá aumentar o risco para os que tentam encontrar segurança na Europa.

 

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