Com apoio do Pnud, Serra Leoa inicia descarte sustentável de lixo médico

24 dezembro 2014

Projeto “amigo do ambiente” utiliza equipamentos de esterilização para ajudar a descartar grandes quantidades de material utilizado no tratamento de pacientes com ébola; trata-se da primeira iniciativa do tipo na África Ocidental.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Serra Leoa começou a utilizar um novo equipamento para fazer o descarte de grandes quantidades de material contaminado e de lixo gerado no tratamento de pacientes com ébola.

A iniciativa “amiga do ambiente” tem o apoio do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud. Uma máquina faz a esterilização e descontamina equipamentos médicos e objetos que vão depois para o lixo, como seringas, luvas e roupas de protecção.

Ciclos

Segundo o Pnud, a máquina utiliza diversos ciclos de vapor em alta pressão e de aspiração, a permitir que o material seja descartado com segurança. Em funcionamento em Freetown, trata-se da primeira iniciativa do tipo nos países afectados pelo ébola na África Ocidental.

O Pnud considera ser a melhor maneira de descartar lixo médico no geral e um investimento para o futuro, que continuará a beneficiar a Serra Leoa e outras nações mesmo após o fim do surto do vírus.

Riscos

Essas máquinas funcionam como alternativa à queima dos materiais a céu aberto, o que causa também poluição do ar e risco de os trabalhadores ficarem expostos às chamas, explica o Pnud.

A máquina foi criada sob uma iniciativa da agência da ONU e construída por uma companhia sul-africana, Mediclave. O objetivo do Pnud é levar a tecnologia a 11 centros de tratamento de ébola na Serra Leoa e também para a Guiné Conacri e a Libéria.

A iniciativa custa US$ 4 milhões e é parcialmente financiada pelo governo da Coreia do Sul .