Parceria de Portugal com Guiné-Bissau ajuda a evitar contaminação pelo ébola

18 dezembro 2014

País europeu enviou material hospitalar, equipes de especialistas e outros recursos para apoiar nação de língua portuguesa, no oeste da África; avião português também ajudou a transportar medicamentos para Guiné em colaboração com Missão da ONU, Unmeer.

Mônica Vilela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Portugal está a ajudar a Guiné-Bissau a evitar a prevenção ao ébola no país africano. De acordo com o embaixador português junto às Nações Unidas, a parceria tem se dado nas áreas de medicamentos e de pessoal da saúde.

O surto de ébola que atingiu a África Ocidental afetou mais duramente três países: Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri, vizinha da Guiné-Bissau. Nesta entrevista à Rádio ONU, o embaixador Álvaro Mendonça e Moura falou sobre a ajuda na prática.

Propagação

“Houve envio de material hospitalar para a Guiné-Bissau. Portanto é aí, efetivamente, que Portugal tem concentrado os seus esforços. Até este momento, felizmente, não houve casos na Guiné-Bissau. Mas evidentemente que temos que estar preparados. E como se viu nos casos dos países mais afectados pelo ébola é muito fácil que perante uma propagação do vírus, as autoridades locais se defrontem com dificuldades insuperáveis para elas.”

Mendonça e Moura informou ainda que a cooperação de seu país para combater o ébola na África Ocidental não se resume à Guiné-Bissau. Portugal recebeu da ONU um pedido para enviar um avião que estava na Missão do Mali, Minusma, para a Guiné para transportar remédios e equipamentos aos doentes de ébola.

Após o agravamento do surto, o Conselho de Segurança decidiu aprovar o envio da Missão da ONU de Combate ao Ébola, Unmeer, com sede em Acra, Gana.

Foi a primeira vez que as Nações Unidas formaram uma missão de emergência na área da saúde.