Benefícios dos mangais da África Central em torno de US$ 66 mil milhões

10 dezembro 2014

Cálculo é do Programa da ONU para o Meio Ambiente e foi divulgado em relatório; mangais de São Tomé e Príncipe e de Angola com potencial de serem um dos ecossistemas mais ricos de carbono do mundo.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, divulgou um estudo sobre os benefícios económicos e sociais dos mangais. O relatório foi lançado na capital do Peru, Lima, durante a Cimeira da ONU sobre Mudança Climática, COP 20.

Segundo o Pnuma, 90% dos mangais são encontrados nos países em desenvolvimento e a maioria está sob ameaça. Os custos económicos da destruição de tais ambientes, ricos em carbono, pode chegar a US$ 42 mil milhões por ano.

Carbono

O relatório destaca particularmente os mangais da região da África Central, que podem estar entre os ecossistemas mais ricos em carbono no mundo. Da sub-região são lançadas cerca de 1,2 mil toneladas de dióxido de carbono por hectare em mangais intactos.

O Pnuma cita os mangais de Angola, dos Camarões, do Gabão, da República Democrática do Congo e de São Tomé e Príncipe como exemplos desses ricos ecossistemas.

Degradação

Mas a agência da ONU lamenta que entre 2000 e 2010, mais de 100 milhões de toneladas de CO2 foram lançadas na atmosfera com a degradação e a limpeza de mais de 777 mil km2 de mangais desses países.

Calcula-se que com 437 mil hectares, os benefícios dos mangais da África Central para o clima poderiam custar US$ 66 mil milhões. Neste sentido, o Pnuma pede mais esforços para a conservação e a restauração dos mangais e anunciou ainda que uma nova tecnologia de satélite está a ser usada para monitorizar as áreas.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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