ONU Mulheres busca empoderar mulheres na América Latina e no Caribe
BR

4 dezembro 2014

Nova diretora da agência para a região citou ainda maior participação política e combate à violência contra mulheres; Luiza Carvalho disse que houve grande avanço legislativo no Brasil.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU Mulheres tem três prioridades para as mulheres que vivem na América Latina e no Caribe. São elas, o empoderamento econômico, maior participação política e prevenção e eliminação da violência.

Da cidade do Panamá, em entrevista à Rádio ONU, a nova diretora da ONU Mulheres para a região, Luiza Carvalho, falou sobre os desafios da agenda de promoção do equilíbrio de gêneros.

Femicídio

“A questão do femicídio na região, os níveis de impunidade são muito altos. O femicídio é o assassinato de mulheres ligado à questão de gênero, quando tem um forte caráter de discriminação e opressão contra a mulher. Quando o homem ou o agressor age motivado por um senso de superioridade e de direito sobre a mulher.”

Carvalho falou também sobre a situação no Brasil, onde foram registrados vários avanços nos últimos anos.

“Nós temos observado que na América Latina, de uma maneira geral e no Brasil em particular, houve um grande avanço legislativo. Nós temos um marco legal em operação que de fato é bastante diferenciado do que era a 20 anos atrás. Esses marcos são todos no sentido de garantir a mulher o direito a uma vida livre de violência. Por exemplo, no Brasil, a gente tem a lei Maria da Penha, que é uma lei exemplo, é uma lei muito copiada em outros países e que trouxe como resultado um aumento de quase 110% do número de processos judiciais contra agressores.”

A nova diretora da ONU Mulheres disse que outra prioridade de seu escritório é a proteção das defensoras dos direitos humanos na região. Segundo Luiza Carvalho, é importante garantir a segurança dessas pessoas para que elas possam realizar seu trabalho.

No caso da paridade política, ela afirmou que a região conta com a presença de cinco mulheres na mais alta cúpula de poder, incluindo a presidente Dilma Rousseff.

Carvalho cita avanços dizendo que as mulheres nos países das Américas representam, em média, mais de 25% de seus congressos, índice acima da média mundial.

 

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