Temperaturas em África foram acima da média em quase todo o continente

3 dezembro 2014

Organização Meteorológica Mundial apresenta dados dos primeiros 10 meses do ano e diz que 2014 deverá encerrar como um dos anos mais quentes de sempre; Angola é mencionada pelo período “exepcionalmente” fraco de chuvas.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Durante os primeiros 10 meses do ano, as temperaturas em África foram próximas ou acima da média em quase todas as partes onde há dados disponíveis de longa data.

A constatação é da Organização Meteorológica Mundial, que divulgou esta quarta-feira o balanço da temperatura do planeta entre janeiro e outubro. Segundo a OMM, 2014 pode encerrar como o ano mais quente ou um dos mais quentes desde sempre.

Secas

A agência destaca que cheias em várias partes do mundo estão entre os principais eventos climáticos do ano, ao lado de secas e nevões. A alta concentração de gases de efeito estufa foi a razão do aumento da temperatura.

Na África do Sul, a OMM lembra do estado de seca registado entre setembro de 2013 e janeiro, quando os agricultores do noroeste perderam mais de 50% de suas colheitas, na pior seca desde 1933.

Falta de Água

Sobre as secas no continente africano, a Rádio ONU ouviu o vice-presidente da OMM, Divino Moura, que falou da capital brasileira, Brasília.

“As secas, na realidade, ficam mais graves quando tem um ano com temperatura mais altas, em que a superfície do continente ficando mais quente, evapora mais um pouco de água que tem e as secas acabam ficando um pouco mais extremas. Então os países e as populações passam a sentir mais.”

Angola e Moçambique

As ondas de calor foram especialmente notáveis em África do Sul em meados de janeiro, quando a temperatura bateu recorde por quatro vezes. Situações similares foram notadas na Tunísia, em setembro, e em Marrocos em outubro, quando a temperatura no país chegou a ser 3 °C acima da média.

Já as chuvas foram excepcionalmente fracas em partes de Angola, Namíbia e Zâmbia. O contrário ocorreu em Moçambique em março, que teve chuvas muito fortes. A OMM cita a cidade nortenha de Pemba, com chuvas recordes por quatro dias consecutivos que destruíram mais de 3 mil casas.

 

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