ONU forçada a suspender assistência alimentar na Síria
BR

1 dezembro 2014

Falta de fundos foi a causa da medida; anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA, que alertou para impacto “desastroso” em famílias que “já estão sofrendo”.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Segundo o Programa Mundial de Alimentos, PMA, uma iniciativa que fornece cupons de comida para mais de 1,7 milhão de refugiados sírios foi suspensa por falta de fundos.

O anúncio foi feito pela agência nesta segunda-feira. O órgão alertou que a medida terá impacto “arrasador” e mencionou a aproximação do inverno.

Refugiados

Em apelo a doadores, a diretora-executiva do PMA, Ertharin Cousin, afirmou que a suspenção da assistência alimentar da agência será “desastrosa para muitas famílias que já estão sofrendo”.

Através deste programa, refugiados sírios na Jordânia, Líbano, Turquia, Iraque e Egito têm usado cupons da agência para comprar comida em mercados locais. Segundo o órgão, sem estes vales “muitas famílias vão simplesmente passar fome”.

Inverno

Ainda segundo a agência da ONU, os acampamentos e assentamentos informais dos deslocados sírios na região, especialmente no Líbano e na Jordânia, estão mal preparados para o inverno “rigoroso”.

O programa precisa imediatamente de um total de US$ 64 milhões, o equivalente a cerca de R$ 162 milhões, para apoiar os refugiados sírios em países vizinhos no mês de dezembro.

Economia

Segundo o PMA, desde o íncio da operação, o programa de cupons da agência injetou cerca de US$ 800 milhões, o equivalente a cerca de R$ 2 bilhões, na economia dos países vizinhos à Síria que recebem refugiados do local.

De acordo com o coordenador regional de emergência da agência para a crise síria, Muhannad Hadi, o órgão está “muito preocupado com o impacto negativo que os cortes terão nos refugiados e também nos países que os abrigam”.

 

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